segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Outro resumo

Este aqui é o resumo que escrevi na ficha de inscrição do TCC:

Os fluxos comunicativos de uma sociedade determinam as formas e o fluxo de poder, bem como o tipo de relação que se instaura entre Estado, território e cidadãos.

A democracia que vivemos hoje e a forma como nos relacionameos com o poder está passando por profundas transformações com o advento da comunicação digital. Este trabalho pretende estudar a tranformação da esfera pública - e consequentemente, da participação do cidadão e do próprio significado de cidadania - no contexto da comunicação digital e da sociedade em rede.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

CRONOGRAMA!!!

Ok. Contando as semanas até o final de maio, quando deve acontecer a entrega do TCC, descobri que tenho 14 semanas para fazê-lo, a contar da semana que vem (a partir de 24 de fevereiro).

Trabalharei com a hipótese de que vou precisar de pelo menos 4 semanas para escrevê-lo, e uma para diagramá-lo e mandá-lo para a impressão. Logo, tenho cerca de 9 semanas para ler todos os livros (até dia 27 de abril).

Pretendo ler um livro por semana, imaginando um esforço factível, e incluindo o fichamento do livro. Isso significa que a minha bibliografia a ser lida não pode ultrapassar 10 livros.

Recapitulando:

  • Leitura de todos os livros: até 27 de abril.
  • Redação, diagramação e impressão do bicho: de 28 de abril até o prazo de entrega! (q ainda é um mistério...)
É isso, objetivamente. Força na peruca e vamo lá!

Os próximos passos são fazer um levantamento de toda a bibliografia já lida que possa me servir e definir os outros 9 livros que ainda devo ler.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Bibliografia... ARGH!!

Eu to tentando fehcar essa bibliografia mas parece q ela só abre!! Bom, vou colocar aqui tudo o q parece interessante até agora:

Política - Aristóteles

HABERMAS, J. "Participação Política" in CARDOSO, F.H. & MARTINS, C.E.

BENDIX, R. "A Ampliação da Cidadania" in CARDOSO, F. H. & MARTINS, C.E

MARQUES, E. (2000). Estado e Redes sociais: permeabilidade e coesão
nas políticas urbanas no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Revan/Fapesp,
cap. 4.

O que é o virtual - Pierre Lèvy

Ciberdemocracia - Pierre Lèvy

A sociedade em rede - M. Castells

A Galáxia Guttemberg - Mcluhan

Sobre a Ciberdemocracia - Trivinio

Cibercultura - André Lemos

Dopo la Democrazia - Alberto Abruzzese

O futuro da Democracia - Norberto Bobbio

Stefano Cristante - Potere e Comunicazione

Luciano Gallino - Tecnologia e Democrazia

Daniele Pittèri - Democrazia Elettronica

POR UMA OUTRA COMUNICAÇÃO:
MÍDIA, MUNDIALIZAÇÃO CULTURAL E PODER - Dênis de Moraes


Caralho.

Pensando os rumos

Ontem tive uma reunião com o Massimo para fechar uma bibliografia e uma estrutura do trabalho. É claro que a coisa não foi, assim, tão simples, mas conseguimos definir algumas coisas.

O trabalho discorrerá basicamente sobre mídia, esfera pública e cidadania. Traçarei a relação entre as modalidades comunicativas e as diversas formas de democracia, até chegar na Revolução Digital e a ciberdemocracia. O grande fio condutor é analisar a transformação da esfera pública e do cidadão nesse processo.

Chegando em Ciberdemocracia, farei um apanhado das teorias existentes.

Mas daí comecei a pensar se não estou me afastando demais do meu propósito e por isso fazem-se necessárias algumas reflexões. Falar de democracia significa falar de um regime político que coloca em relação um Estado, um território e os cidadãos. Entre estes, é preciso escolher um foco, e deixo claro desde já que a minha intenção, neste trabalho, nunca foi discorrer sobre o Estado e o regime, embora sejam inevitavelmente parte da discussão.

O meu interesse, na verdade é o cidadão. E a minha hipótese é que o cidadão, com o advento do digital e da sociedade em rede, recupera grande parte do poder e dos espaços de decisão que se tornaram exclusivos do Estado, na democracia como a conhecemos hj. Os espaços de participação democrática - e de reivindicação - se ampliam, não se restringindo mais apenas ao voto, num processo que N. Bobbio chama de "democratização da sociedade".

E a democratização da sociedade, para Bobbio, é um pressuposto para uma maior democratização do Estado. Na minha opinião, a esfera política tende a se integrar cada vez mais com a sociedade civil.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Próximos passos

Há algumas semanas tive uma reunião esclarecedora com o Massimo. Resolvemos algumas coisas sobre a metodologia e sobre o foco do TCC.

Não vou conseguir abraçar o mundo, lógico, e a maioria dos assuntos que um dia eu acreditei que virassem capítulos vai fazer parte apenas da introdução. Percebi que talvez a grande questão a ser discutida é a relação entre mídia e poder, ou, mais exatamente, entre formas comunicativas e modalidades de poder.

Há um foco especial na forma como o cidadão se relaciona com este mesmo poder. Porém, falar de cidadania significa ter que enfrentar um questão cabeluda: o que são o cidadão e a participação política hoje, uma vez que a própria cidadania é ligada a limites físicos do território (ou melhor, a um sistema jurídico que está vinculado a um território delimitado), e que o espaço virtual ultrapassa e explode estas mesmas fronteiras?

Quanto à metodologia, decidimos começar pela seleção dos cases a serem comentados, para depois partir para as construções teóricas. Abaixo, uma lista dos mais interessantes (todos, ou quase, presentes na lista de links):
  • V Day
  • Greenpeace
  • Burma
  • Nossa São Paulo/ Bogotà Cómo Vamos
Minha pesquisa ainda não acabou e também não sei se todos estes servirão. Outros podem ser adicionados à lista a qualquer momento!

Pensei também falar sobre a obra de Giuseppe Spada (Mono No Aware), por ser uma forma de cyberativismo artístico.

Um livro foi adicionado à bibliografia - "O Futuro da Democracia", de Norberto Bobbio. Devo pesquisar também algo de Alan Turain.

E o próximo passo é fazer um belíssimo cronograma, q já to atrasada!

O boicote ao IPTU no Rio e o Ex-Blog de Cesar Maia...

Curiosa a respeito da mobilização no Rio de Janeiro para boicotar o pagamento do IPTU, estava em busca de mais informações. O movimento reflete a insatisfação da classe média carioca com a atual administração da cidade, e pretende esvaziar os cofres da Prefeitura para que o dinheiro do imposto não seja utilizado em campanha eleitoral do prefeito Cesar Maia.

Daí que eu descubro então que Cesar Maia tem um blog. Procuro-o, encontro-o, e, para a minha surpresa, não é mais um blog, é um ex-blog. Isso mesmo, o Ex-Blog de Cesar Maia, com a seguinte legenda embaixo: "Notícias publicadas, e não publicadas e comentadas". E mais, "agora somente por e-mail! Receba o Ex-Blog de Cesar Maia!"

Não moro no Rio, não sei qual é a situação da cidade, e não me sinto em condições de julgar a administração. Tudo o que sei é que há um grande movimento de desobediência civil na cidade. E que o prefeito tinha um blog, e agora tem um ex-blog. Que ele deixou bem claro que gosta de brincar de Internet, mas sem muita interatividade, hein? Publicar tá valendo, mas daí deixar o povo comentar, aí complica. Bom mesmo era no tempo da televisão e do jornal, em que ele podia falar e não tinha q ouvir. Agora, esse negócio de blog dá muito trabalho; vamos chamar de ex-blog e mandar por e-mail, como uma newsletter.

Isso ilustra com prefeição a mentalidade de muitos dos nossos governantes a respeito das novas possibilidades de interação com o seu público, e do novo cenário comunicativo. Cesar Maia não estava preparado - e duvido que estivesse mesmo interessado - para ter um blog. Porque isso significa que ele poderia falar, mas que também teria que ouvir. E ouvir coisas que nem sempre são as que ele gostaria, ou que gostaria de publicar.

É preciso estar preparado para a interatividade. Muitos são aqueles que querem se propor a isso, poucos são os que entendem o que significa. E significa assumir um espaço onde predomina a franqueza entre os interlocutores, um espaço onde a comunicação tem realmente duas vias. Significa ter a liberdade de falar, mas também ter o dever de ouvir e responder aos comentários nem sempre amigáveis, mas sinceros. Enfim, significa interagir, e muitos ainda não entenderam bem essa parte. Sobretudo, significa que não existem mais prédios, seguranças, gabinetes, distâncias e barreiras que impeçam um cidadão de se fazer ouvir pelo seu governante.